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perfume In – Teatro Dulcina-RJ

24/04/2012

25/01/2012

.FUNARTE.

progr am ação

19/01/2012
 Foto Rogério Alves
Centro de Artes Cênicas (Ceacen)

Mostra Nacional de Dança e Teatro/Mambembão 2012

De 23 de fevereiro a 1o de abril – Rio de Janeiro, Teatros Dulcina, Glauce Rocha e Cacilda Becker

Programação Dança

23 a 26 de fevereiro – Teatro Dulcina – “Perfume Para Argamassa” (GO) – Lúdica Eventos e Projetos Culturais

1o a 4 de março – Teatro Cacilda Becker – “Novo Algo de Sempre” e “Vago” (MG) – Movasse coletivo de criação em dança

8 a 11 de março

Teatro Cacilda Becker – “1A(Uma)” e “Somático” (SC) – Arco Projetos em Arte
Teatro Dulcina – “O Alfaiate de Livros” e “O Fio das Miçangas” (PE) – Otávio Bastos (solo)

15 a 18 de março – Teatro Cacilda Becker – “Rastros Híbridos” (AM) – Indios.com Cia. de Dança
29 de março a 1o de abril – Teatro Cacilda Becker – “Saudade” e “Sol” (BA) – Companhia Dezeo ito

Teatro
23 a 26 de fevereiro – Teatro Cacilda Becker – “Pólvora e Poesia” (BA) -

Hiperativa Comunicação e Cultura
1o a 4 de março – Teatro Dulcina – “Heróis, O Caminho do Vento” (BSB) – Grupo Cena

15 a 18 de março

Teatro Dulcina – “DentroFora” (RS) – Grupo IN.CO.MO.DE-TE
Teatro Glauce Rocha – “Isso Te Interessa?” (PR) – Companhia Brasileira de Teatro

22 a 25 de março

Teatro Dulcina – “Árvores Abatidas ou Para Luís Mello” (PR) – Marcos Damaceno Companhia de Teatro Teatro Cacilda Becker – “É Só Uma Formalidade” e “Outro Lado” (MG) -
Quatroloscinco – Teatro do Comum
Teatro Glauce Rocha – “Essa Febre Que Não Passa” (PE) – Coletivo Angu de Teatro

29 de março a 1o de abril

Teatro Glauce Rocha – “Cabaré das Donzelas Inocentes” (DF) – Quartinho Direções Artísticas Teatro Dulcina – “Anjo Negro” (MT) – Cia. Teatro Mosaico

Perfume abre Mambembão 2012

19/01/2012

 

Funarte lança a Mostra Mambembão 2012

 

Projeto que marcou época está de novo na estrada e revive o sonho de divulgar o teatro e dança de todo o país

 

A Fundação Nacional de Artes lança, no final de fevereiro, a Mostra Nacional Funarte de Dança e Teatro/Mambembão 2012. A finalidade do programa é trazer aos grandes centros urbanos de cultura do Sudeste grupos das diversas regiões do Brasil, que geralmente não conseguem apresentar-se nas grandes capitais, cujas montagens tenham destaque, de público e de crítica, em suas regiões de origem.

Os espetáculos da Mostra ocupam três teatros da Funarte: Dulcina, Glauce Rocha e Cacilda Becker, de 23 de fevereiro a 1ºde abril. Quinze companhias de dez estados, das cinco regiões brasileiras participam do evento – composto de dez espetáculos de dança e dez de teatro.

A programação tem também o objetivo de resgatar o antigo Projeto Mambembão, que marcou época, nas décadas de 1970 e 80. Os arquivos do antigo Instituto Nacional de Artes Cênicas – Inacen (depois transformado em Fundacen) – registram que o programa foi criado em 1978, pelo Serviço Nacional de Teatro (SNT). Interrompida em 1985, a iniciativa foi retomada em 1989, mas foi novamente encerrada em 1990, com a extinção dos órgãos de cultura. Porém, mais do que reviver o Mambembão, a Mostra 2012 busca cumprir um dos objetivos da Funarte, quanto a circulação e fomento das artes. A Instituição pretende, ainda, com este trabalho, promover a integração entre os grupos e as companhias, o intercâmbio de informações entre os artistas, produtores e técnicos dos vários estados com a comunidade cênica do Rio de Janeiro e entre os próprios profissionais, além de possibilitar sua integração com o público e com a imprensa.

A curadoria do programa fica a cargo de especialistas reconhecidos nacionalmente: na área de Teatro: Macksen Luiz, crítico e pesquisador com atuação contínua desde 1974 – e autor do livro Reflexões sobre Teatro Brasileiro no Século XX (edição Funarte – 2005); na área de dança, Regina Levy, produtora cultural – desde 2003, diretora executiva do Festival Dança em Foco. É professora de gestão e elaboração de eventos e projetos culturais.

“O nome ‘Mambembão’ já diz tudo: colocar as produções ‘na estrada’, assim como faziam as trupes de antigamente – e ainda fazem os grupos itinerantes”, comenta o presidente Antonio Grassi. Mas a palavra “mambembe” provavelmente vem de “zambembe” – “errante”, utilizada para trupes nômades, com poucos recursos e amadoras, que apenas sobreviviam de passar o chapéu, de cidade em cidade. O termo também é usado pejorativamente, como “desnorteado”, “medíocre” ou “sem valor”. “Com justa ironia, a ideia do Mambembão parece ter sido inverter esse significado e reconhecer montagens merecedoras de aplauso, mas desconhecidas fora de suas regiões e representativas de suas culturas. O aumentativo sugere valorizar os grupos e a qualidade de suas obras”, diz Grassi. De fato, no antigo projeto, ao contrário do sentido original de “mambembe”, os espetáculos eram aclamados em seus locais de origem e bem representativos de suas regiões. “A Funarte espera recriar o Mambembão em gêneros e linguagens tão váriados quanto a própria cultura brasileira”, conclui o presidente.

(((Veja aqui a programação)))

Resgate da ideia original -Segundo o release de sua última edição, em 1990, o Projeto Mambembão “nasceu com o objetivo de atender às reivindicações de grupos teatrais” que desejavam trocar experiências, “apresentando-se nas grandes capitais”. A proposta original, de fato, era a de uma mostra não competitiva de trabalhos de fora do eixo Rio-São Paulo, que incluiria “algumas produções significativas do contexto a que pertencem.“Havia, na época, como hoje, uma reconquista dos valores iniciais do programa”, reflete Antonio Grassi. O antigo texto registra que “seria importante mostrar às plateias… espetáculos de outras regiões brasileiras, questionadores da realidade local e nacional”.

Como já dizia Orlando Miranda, então presidente do SNT, em 1984: “O Mambembão deve ser visto não como uma amostra dos melhores espetáculos, mas sim como daqueles mais significativos”. A “característica essencial” do programa deveria ser “a possibilidade de serem encontrados os diversos tipos de preocupação, interpretação e encenação” das várias regiões. “Tudo isto condicionado pelas realidades de cada uma delas”, resumiu Orlando. Para ele, a iniciativa era uma “tentativa de resgate do que ainda não está perdido, mas que se encontra espalhado”. Para que os os espetáculos buscassem “refletir o homem brasileiro com suas características, valorizando não o aspecto exótico, mas a interligação deste homem com a realidade que o cerca”. Também nos anos 1980, em sua coluna de teatro, o jornalista e crítico Armindo Blanco (1923-1998), que foi coordenador de Comunicação da Fundacen e da Funarte, destacava que os participantes do Mambembão iriam “contribuir, de acordo com as intenções do projeto, para divulgar expressões regionais de cultura que fazem a unidade na diversidade, tão característica do perfil brasileiro”. Como registra o antigo release, a proposta do Mambembão era “trazer algumas produções significativas do contexto a que pertencem”. Em 1989, havia, como hoje, uma retomada do espírito inicial do Projeto, somada a uma novidade: a inclusão da área de dança. Segundo os documentos da época, um dos pontos focais da ação sempre foi o “registro das diferentes formas do fazer teatral existentes no país”.

O sonho de volta - “A nova Mostra Nacional de Dança e Teatro é fundamental, porque permite a às produções nacionais chegarem a um público cada vez maior”, diz Antonio Gilberto diretor do Centro de Artes Cênicas (Ceacen)/Funarte, responsável pelo programa. “Se, para a Funarte, a ampla circulação de espetáculos pelo país é um sonho real, a Mostra de Teatro e Dança/Mambembão 2012 é mais um passo para a sua realização”, comemora.

Mostra Nacional de Dança e Teatro/Mambembão 2012

de 23 de fevereiro a 1º de abril – Rio de Janeiro
Locais: Teatros Dulcina, Glauce Rocha e Cacilda Becker
Realização: Fundação Nacional de Artes (Funarte) – Ministério da Cultura

Mais informações
Centro de Artes Cênicas (Ceacen) Funarte
E-mail: ceacen@funarte.gov.br
Telefones: (21) 2279-8012 e (21) 2279-8013

Corpo Cartoon: corpo e animação desenhando movimentos/ UFC-Fortaleza

31/10/2011

O workshopCorpo Cartoonrealizado na última sexta-feira (21), no Curso de Dança da Universidade Federal do Ceará (UFC), foi fruto da excelente parceria entre o IV Festival UFC de Cultura e a VIII Bienal Internacional de Dança do Ceará. A oficina rendeu três horas, aliando técnica e muita improvisação.

Leia mais… e mais…

Perfume para argamassa: natureza, arquitetura, corpo e projeções / Fortaleza

31/10/2011

 Por Marília di Albuquerque e Vandecy Dourado

Depois de passar por Pernambuco, Bahia, Minas Gerais e Belém,Perfume para argamassa chega a Fortaleza arrancando suspiros e olhares perdidos no estacionamento do Centro de Humanidades 1, da Universidade Federal do Ceará (UFC).

O espetáculo performático dos bailarinos Kleber Damaso, professor da Universidade Federal de Goiás (UFGO), e Viviane Domingues (GO) começou após a palestra com o dançarino francês Loïc Touzé. A plateia se aglutinou e olhou admirada para a apresentação dos bailarinos.

Ao som de músicas que variavam entre samba, MPB e até reggae, Kleber e Viviane se soltavam com desenvoltura. Numa dança que foge às nomenclaturas: não é clássico, não é contemporâneo, não é jazz, nem qualquer outra dança que a memória reconheceria. Para usar o termo do próprio Kleber, os passos lembrariam mais uma “dança ambiental”.

A performance antes da dança

Perfume para argamassa se afasta das técnicas tradicionais do movimento. É uma experimentação que encontra novas formas de mover o corpo, leva o corpo para outro tipo de fala. O espetáculo brinca com as deformidades corporais e ambientais de maneira poética. É o encontro de um lugar onírico. O corpo desenha no espaço não apenas pelos movimentos livres, mas pelo uso das projeções.

As projeções são um espetáculo à parte. A visualidade impressiona. Desenhos geométricos, luzes, inserções de textos e flores. Flores físicas e virtuais que embelezam ainda mais a intervenção artística. A contemplação mostra corpo e imagem interagindo e transformando as superfícies arquitetônicas. Perfume para argamassa busca aproximar a natureza, a arquitetura e o corpo humano numa alusão a uma atividade que envolve os três elementos: a jardinagem.

A performance desloca matérias botânicas praticadas em jardins para o ambiente urbano, através da dança e da arte tecnológica. É quase uma epifania, um lugar de realização.

Ficha técnica

Intervenção e imagens: Kleber Damaso e Viviane Domingues
Produção e projeções: Guilherme Wohlgemuth
Designer de som: Raoni Gondim
Produtora em Fortaleza: Denise Parra
Design: Ólux

(((http://impressoesdigitaisufc.blogspot.com/2011/10/perfume-para-argamassa-natureza.html )))

perfume ! pintura ——- fabíolaMorais

26/09/2011

foto:RogérioAlves-Recife

Desde que conheci o espetáculo “perfume para argamassa” mais aceitei, do que compreendi esse nome.

Aceito porque é assim que faço com todo o vocabulário da dança que o kleber e a vivi me trazem …:)!

Por não acreditar que receberia de qualquer um dos idealizadores ( e conhecendo os…) dois, uma resposta satisfatória ao meu olhar outsider que precisa reconhecer as bordas para conseguir manifestar uma opinião : nunca perguntei.
Até que, acabando o prazo para entregar esse texto, o Guilherme (produtor do espetáculo) sentenciou (aquilo que por ele sempre foi sabido) :” é o perfume que as projeções levam à argamassa das paredes. São as flores levando o perfume para a argamassa …:/ ! “
Ou seja, pintura … ufa …:)!
O trabalho começa pela observação do desenrolar das formas botânicas vistas no quintal.  Continua com a Vivi mixando digitalmente as imagens dessa situação, criando vídeos. As imagens são projetadas em superfícies que assumem o papel de contar a história, gráfica ou orgânica, dependendo do suporte que as imagens encontram (que eu já vi variar entre paredes brancas lisas, portas de metal ondulado, árvores, capim e água).
Sobre isso, e entre as flores,  vem os dois dançando, dentro do que entendo como aquela parte dessa arte que mostra o balanço mais íntimo do dançarinos ser solto a partir da condição que o mundo apresenta.
Soma-se a música … romântica sempre …
É a qualidade e forma da argamassa que organiza a forma final da imagem e, por consequência, da dança. Assim, essa pintura não é de tinta, é de luz, e o suporte não é uma tela  mas as superfícies que cada novo local onde o espetáculo tem lugar, oferece.
E os bailarinos em si, multiplicados pela sombra que os corpos  fazem, evoluem … naturalmente … como  os insetos dançam para e com as plantas: ele, abelha satisfeita e ela uma libélula empertigada, se encontram como beija-flores um tanto curiosos, um tanto autônomos.
O público,  entra,  literalmente, correndo por esse jardim, em busca do espetáculo …:)

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