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As neurociências e a construção de uma inteligência ética

24/01/2013

A introdução de práticas contemplativas nas escolas podem ajudar na formação de seres com inteligência ética, amorosidade e a visão de produzir benefícios. A partir desta ideia, a educadora Regina Migliori trouxe no quinto dia do Encontro de Educação – Renovando Olhares e Práticas a contribuição das neurociências. São abordagens que estudam o cérebro e as redes neurais, mais precisamente nos fenômenos da atenção e da aprendizagem.

Regina, que é consultora em educação com foco em valores, cultura de paz e sustentabilidade, falou sobre a experiência positiva da introdução da meditação em escolas de Campinas (SP).

Ao criticar a cultura contemporânea do consumismo e das “necessidades artificiais”, ela explicou como é possível reconfigurar as redes neurais para uma vida mais saudável. A meditação contribui para esta reconfiguração, reforçando a área do cérebro ligada à ética e aos valores positivos.

Veja abaixo trechos da fala de Regina Migliori.

“O estabelecimento das redes neurais, que são como avenidas de impulsos nervosos, é uma mágica, é algo magnífico que ocorre em nós. Essas redes neurais funcionam com base na atenção (interesse), na fixação (repetição) e na evocação (memória). Com essas três etapas ocorre a aprendizagem. A cada vez que a aprendizagem acontece, há uma mudança anatômica, uma alteração na estrutura daquele cérebro, porque os neurônios passam a fazer novas sinapses.

A produção de necessidades artificiais, como as de consumo, imprime redes neurais em nosso cérebro. Toda substância produtora de dependência aumenta a liberação de um neurotransmissor chamado dopamina, numa região chamada de núcleo accumbens, que produz a sensação de recompensa. Este núcleo é uma região primitiva do cérebro, que está ligada ao prazer imediato. A pergunta que nós, educadores, devemos nos fazer é a seguinte: será que estamos fortalecendo um modelo de vida centrado no excesso de produção de dopamina? Estamos reforçando esta estrutura, que provoca tantos problemas no mundo contemporâneo?

Melhor do que isso é se nós procurarmos ajudar no direcionamento estrutural do ser humano para uma inteligência ética. Com isso, vamos ativar uma estrutura mais evoluída do cérebro, com capacidade reflexiva e valores positivos, que está localizada no alto da cabeça e é aquilo que nos torna humanos. Com isso, vamos desenvolver uma inteligência ética e benéfica para todos”.

http://mandalaescola.org/as-neurociencias-e-a-construcao-de-uma-inteligencia-etica/

encontro educação: renovando olhares e práticas

24/01/2013

Primeiro dia do encontro traz questões sobre tecnologia e futuro da educação

encontro

 

Uma reflexão sobre o significado das novas tecnologias na educação foi um tema de destaque no primeiro diálogo do Encontro de Educação Renovando Olhares e Práticas, hoje, no CEBB Caminho do Meio. O Lama Padma Samten recebeu os convidados da primeira mesa redonda falando sobre o significado da educação no budismo. O astrônomo Walmir Thomazi Cardoso mencionou que um ato simples como olhar o céu pode mudar a forma do ser humano se situar no mundo. A publicitária Givani Dantas mostrou como aplicativos de uso educativo podem enriquecer o ato de educar. O educador José Pacheco, ligado a iniciativas pedagógicas importantes como a Escola da Ponte e o Projeto Âncora, explicou por que deveríamos abandonar imediatamente o modelo atual de escola e aula, marcado pelo positivismo do século 19.

Você pode ler abaixo alguns trechos das falas dos palestrantes de hoje.

Lama Padma Samten, presidente do CEBB:

“O budismo trabalha com a noção de vida humana preciosa. Vamos cuidar das crianças, da nossa alimentação, da felicidade e das relações. Isso é fundamental, porque se as relações vão mal certamente vamos criar problemas. Quando nos engajamos de forma ampla e positiva em todas as direções, internamente surge uma energia que nos move. Este é o segredo das pessoas que viveram muito e não sentem a vida passar. Estão cheias de uma energia que é livre e por isso chamada de primordial. Ela não vem de lugar algum, é algo milagroso, uma bênção, a pessoa se sente sustentada por alguma coisa. Chamamos isto de mandala e é o que deveria estimular nossa ação no mundo. Desta forma o budismo se apresenta e assim surge para nós a questão da educação”.

Walmir Thomazi Cardoso, astrônomo:

“Nós somos formados por carbono, temos cálcio em nós. Estes elementos surgem no interior de uma estrela. Como isso não é explicado nas escolas? Que escola é essa que não explica que somos frutos do universo e seres em permanente transformação? Você está dentro do universo, num planeta que se move, e compartilha com todas as outras pessoas a mesma origem estelar. Quando entendi isso, nunca mais voltei ao normal. Se na escola você volta ao normal é porque a escola não serviu pra muita coisa. A prática de observar o céu deve ser muito próxima da meditação, porque o prazer de olhar o céu com as pessoas e aprender o céu das diferentes culturas é um agente muito transformador e essencial dentro do ambiente escolar, seja de qual escola for”.

Givani Dantas, publicitária, representando a empresa P3D:

“Quando produzimos objetos de aprendizagem, que no nosso caso são programas voltados para educação, temos a preocupação de não tirar o papel do professor e de preservar sua interação com o aluno. Ele faz uso destes programas dentro da escola e pode integrar o trabalho com livros ou outros materiais didáticos. É possível também escrever em cima das imagens que produzimos, realçar a aparência de algum órgão do corpo humano ou de um animal ou detalhes de uma paisagem. Ele pode também pode gravar a aula, colocar no site e um aluno que faltou pode assistir depois”.

José Pacheco, educador:

“Eu dava boas aulas e no fim verificava que alguns alunos não haviam aprendido. Perguntei-me por que razão há alunos que não aprendem. Perguntei-me: ‘Por que dou aula’? Se eu dava aula e eles não aprendiam, qual era a origem do problema? Descobri que era a aula. Eles não tinham nenhum problema de aprendizagem, eu é que tinha problemas de ensinagem. Descobri que é impossível ensinar a todos como se fossem um só. Cada pessoa é dotada de ritmo próprio, nem todos podem seguir o mesmo ritmo. Este modelo falido de aula, turma, ciclo, série, tempo de 50 minutos, tudo isso surgiu no centro da Europa, no século 19. Estamos no século 21, mas o modelo segue. Dar aulas é inútil e e prejudicial. A escola são pessoas. Temos que pegar as novas tecnologias e colocar a serviço das pessoas e da sociedade”.

mandalaescola

24/01/2013

http://mandalaescola.org

24/01/2013

♥ Encontro Educação: renovando olhares e práticas
♥ Silvia Lingnon Carneiro

“O nosso caminho não é só ensinar a não jogar papel no chão ou a não cortar árvores e sim fazer com que as crianças percebam o sagrado na natureza, se percebam natureza!”

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Escola caminho do meio

24/01/2013

Escola Infantil Caminho do Meio nasceu do sonho auspicioso do Lama Padma Samten de oferecer uma educação voltada à lucidez e ação vitoriosa no mundo. Foi pensada  como um espaço de desenvolvimento humano, que possibilite os meios hábeis para desenvolver crianças, famílias, educadores e comunidade em geral, auxiliando-os na busca pela felicidade.

O eixo de nossa prática são valores cujo foco está na cultura de paz, na responsabilidade universal, no bom coração e na inter-relação entre os seres e o universo. Esta é uma abordagem da educação baseada em um processo de visão e entendimento do mundo. Visa que a criança consiga mover-se positivamente nas diferentes circunstâncias que o mundo oferece.

Sementes do nosso quintal

24/01/2013

Educação consciente

perfume In – Teatro Dulcina-RJ

24/04/2012